terça-feira, 24 de novembro de 2009

Considerações em torno dos resultados da pesquisa pré-eleitoral CNT/Sensus divulgada ontem. Se o Aécio não aceitar ser vice do Serra, as oposições estarão cometendo o maior erro de estratégia...








O principal resultado da pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem é que, juntos, José Serra e Aécio Neves serão praticamente imbatíveis como candidatos à presidência da República em 2010.  Porém, se Aécio optar pela candidatura ao Senado, o quadro se complica para o governador de São Paulo.

Leio em alguns sites de notícias e analistas de política que foi divulgada ontem uma nova rodada da pesquisa pré-eleitoral para 2.010 do Instituto Sensus, feita sob encomenda da CNT - Confederação Nacional dos Transportes, a qual mostra um ligeiro crescimento da candidata Dilma Vana Rouseff e uma queda em torno de cinco pontos percentuais do provável candidato do PSDB, José Serra. Os números são os seguintes: na pesquisa estimulada, em que é apresentada uma lista de candidatos com quatro nomes aos entrevistados, José Serra aparece com 31,8% das intenções de voto, contra 21,7% da ministra Dilma, conhecida entre os leitores deste PG como "Dilma Pinóquia", pelas mentiras que espalha freqüentemente por aí, ou "Dilma Pitbull", por causa do seu jeito agressivo e estúpido de se relacionar com as pessoas que a criticam ou discordam dos seus pontos de vista -- seu estilo é aquilo que a gente classifica usualmente como "casca grossa".  Em terceiro lugar aparece Ciro Gomes (PSB), com 17,5%, seguido de Marina Silva, com 5,9%.




Em um cenário sem Ciro Gomes, que é o mais provável para 2.010 (o cearense "made-in-Pindamonhangaba" deverá ser candidato ao governo da sua "terra natal", aliás com chances remotas de ser eleito -- rs rs rs), o governador Serra segue na liderança, com 40,5% das intenções de voto, contra 23,5% de Dilma Rousseff. Em setembro deste ano, a pesquisa apontava o mesmo resultado, com 40,1% para o governador e 19,9% para a ministra -- também sem a presença de Ciro entre os nomes apresentados na cédula. Isso significa que não houve alteração expressiva na intenção de votos em José Serra, principalmente se for levado em conta que a margem de erro da pesquisa é de 3%, para mais ou para menos. E teria havido um crescimento de 3,6 pontos percentuais em favor da ministra.



Alguns sites e colunistas apressados caíram como patinhos na interpretação facciosa da pesquisa feita pela dupla do barulho Clésio Andrade, presidente da CNT, e Ricardo Guedes, dono do Instituto Sensus. Antes de comentar as suas "análises" (se é que merecem receber esta qualificação), é necessário fazer uma observação pertinente: após cinco pleitos presidenciais ( 89, 94, 98, 2002 e 2006 ),  ainda tem instituto de pesquisa que trabalha com margem de erro de 3%?  Então isso não é pesquisa, é enquete... (rs rs rs).  Nos tempos atuais, profissionais sérios não aceitam trabalhar com margens de erro superiores a 2% -- como são as sondagens pré-eleitorais do Instituto DataFolha e do Ibope. Margens de erro elevadas, como esta do CNT/Sensus, 50% maior que a dos institutos sérios citados, tiram grande parte da validade da sondagem e prestam-se a distorções, manobras, "ajeitadinhas" e manipulações de resultados -- é bom que isso fique bem claro para quem não é da área de marketing político.






Este, portanto, é o primeiro furo da pesquisa divulgada ontem.  Outra observação que não pode deixar de ser mencionada: desde quando o Sr. Clésio Andrade, aquele politicanalha que foi vice-governador de Minas na primeira gestão do Aécio Neves e, logo depois, expelido do grupo político do governador, por razões nunca bem explicadas, desde quando este notório pelego sindical patronal que fez da CNT a sua "galinha-dos-ovos de-ouro", desde quando, insisto, ele tem credenciais para fazer interpretação e análise de pesquisa pré-eleitoral?



Está lá, na matéria que li, esta frase desse aventureiro que foi sócio do Marcos "Carequinha de Minas" Valério e também esteve ou está envolvido em vários escândalos políticos e na área do sindicalismo patronal: "O Serra cai muito fortemente em função do apoio do Fernando Henrique. Está clara a rejeição fortíssima do ex-presidente".



Isso aí é pura marquetagem e ostensiva picaretagem analítica em favor da candidatura Dilma "Pinóquia-Pitbull" Rouseff, cujos marqueteiros querem criar esta polarização artificial, inexistente,  entre as candidaturas do Serra tendo, ao seu lado, o FHC como apoiador, e, do outro lado, o "São" Lula, como cabo eleitoral da Dona Dilma. Não faz o menor sentido esse jogo de interesse dos petelhos e dos que apóiam o governo Lula, como é o caso de Clésio Andrade.




O nome do governador José Serra já é por demais conhecido do eleitorado brasileiro, ele não precisa de ninguém para ser o seu fiador/avalista político,  e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso hoje é um mero observador da cena nacional. É carta fora do baralho. Dá alguns palpites de vez em quando no que está vendo, mas todo mundo sabe que ele não estará na linha de frente da campanha do Serra, não subirá nos palanques e não terá nenhuma importância -- seja positiva ou negativa -- no processo eleitoral.  Portanto, a tentativa de associar o nome do Serra a FHC é jogo sujo da petelhada e dos sabujos que apóiam o governo Lula, como é o caso de Clésio Andrade.



O resultado que, pessoalmente, considerei mais relevante  na pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem foi o que mostra a força da dobradinha José Serra/Aécio Neves, caso o atual governador de Minas aceite ser vice do governador paulista. Juntos numa mesma chapa, a candidatura Serra /Aécio sairia vitoriosa nos dois maiores colégios eleitorais da federação -- São Paulo e Minas Gerais -- com uma larga dianteira de votos que dificilmente seria tirada no restante do país.  Sobretudo se se levar em conta que em outros estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste os dois governadores deverão vencer o pleito com folga.

Por mais forte que possa ser  a candidatura Dilma/Michel Temer (ou outro nome qualquer do PMDB) no Nordeste e, eventualmente, no Norte do Brasil, alavancada nessas regiões pelo prestígio e pela popularidade do Lula com a preciosa ajuda da sua máquina de comprar votos chamada Bolsa-Família, entendo que a dupla Serra/Aécio entraria no processo eleitoral com grandes, enormes, mesmo,  chances de vitória, a menos que haja acidentes de percurso ou erros graves de pilotagem da campanha.


Aí é que entra a grande incógnita: Aécio tem dito em várias oportunidades que não quer e não aceita ser vice de José Serra.  Se não for candidato à presidência, prefere disputar uma cadeira no Senado por Minas Gerais. Considero esta a posição mais equivocada da carreira do neto de Tancredo Neves. Ele está fazendo o jogo do governo Lula, do seu "grande amigo" e companheiro de jornadas políticas Ciro Gomes.


Entendo, também, que ele ainda não está maduro para ser o candidato do PSDB à presidência da República (há pontos francamente vulneráveis na sua imagem em âmbito nacional que precisariam de mais tempo para serem desfeitos);  e que, se não aceitar ser vice de Serra, provavelmente será um dos responsáveis pela eventual derrota da candidatura oposicionista na eleição de 2010. E, nesta hipótese, o Partido dos Trambiques e das Trapaças, também conhecido como PT, terá um reinado de pelo menos mais 12 anos pela frente. Porque, provavelmente, após um mandato da Dilma Pinóquia viriam outros dois mandatos do Lula, que estará com 68 anos em 2.014; e com 72 em 2.018. Portanto, em plenas condições de disputar eleições, a menos que tenha algum problema grave de saúde nesse período.


Digo com convicção que estas chances de derrota das oposições aumentam muito se o vice de Serra for um dos nomes inexpressivos ou totalmente repulsivos do ex-pefelê (atual DEM) que estão se colocando à disposição do partido para isso, tais como César Maia, Agripino Maia, Caiado, entre outros que se lançaram como pré-candidatos à vaga de vice do Serra, caso Aécio não aceite a função.


Minhas observações da cena política nacional mostram um quadro francamente favorável ao PSDB/
DEM/PPS se a dupla Serra/Aécio formar a chapa oficial das oposições. E uma perspectiva bem mais difícil se essa chapa puro-sangue não for constituída. Esta pesquisa CNT/Sensus não serve para muitas outras conclusões e discordo totalmente daquelas que foram apresentadas pelo dupla do barulho Clésio Andrade/Ricardo Guedes. Mas ela serve pelo menos para alertar as oposições de que a parada vai ser duríssima para tirar a petelhada do poder federal em 2010. Quem viver verá.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O papelão do ministro do STF Carlos Ayres Britto, que transferiu a decisão sobre a extradição do terrorista quadriassassino Cesare Battisti para Lula, e o lado bom dessa canalhice.



Este aí é o ministro Carlos Ayres de Britto, do STF, 
que acaba de manchar a sua carreira de magistrado com
um voto em que deixou os rastros do seu servilismo, 
do seu acovardamento, e mostrou a sua
personalidades fraca, manipulada de forma abjeta pelo governo Lula.

Acho que tudo o que eu tinha pra dizer (e escrever)  sobre o terrorista e assassino italiano Cesare Battisti e sobre os crápulas que querem conceder-lhe o status de refugiado político no Brasil,  livrando a sua cara dos 30 anos de cadeia que terá de cumprir, se extraditado,  na Itália, onde está condenado à prisão perpétua, eu já disse em posts anteriores.

Vou recapitulá-los, em ordem cronológica, para quem tiver interesse em conhecer o que penso sobre estes filhos-de-putas, aí incluídos -- entre os que têm a mãe metaforicamente na zona boêmia ou fazendo programas em puteiros de luxo tipo "Café Photo"  --  os que defendem a concessão do asilo ao assassino infame de forma permanente e definitiva em nosso país:


1) No dia 15 de janeiro de 2009:

Não adianta o Lula querer se livrar dessa decisão escandalosa:o asilo político ao terrorista Cesare Battisti é ato do seu governo e não do Tarso Genro 




2) No dia seguinte, 16 de janeiro de 2009:


Os argumentos do Lula em apoio à concessão do status de refugiado ao terrorista-assassino Battisti são pura delinqüência política, moral e intelectual

 

3) No dia 21 de janeiro, apresentei a idéia do convite para que o Osama Bin Laden e o Ayman Al-Zawahri fossem convidados a vir se asilar no Brasil,  para que pudessem obter a condição de refugiados políticos. Não sei se os norte-americanos iriam gostar muito desse convite diplomático nem se o Lula teria peito para tanto. Acho que não tem. Sua capacidade de provocar a onça com vara curta não chega a tanto, mesmo sabendo que na Casa Branca mora um presidente bundão e vacilão como o Barack Obama. Embora este aí abaixo fosse um post sobre as sacanagens e as aprontações do bufão Hugo Chávez, no final havia a referência à condição de que o Brasil poderia se tornar o abrigo preferencial para terroristas de todo o mundo, sob o patrocínio do Lula e do Tarso Genro, claro. O título do post é este:

Fascistas de movimentos ligados ao bufão Hugo Chávez estão intimidando e agredindo os que são contra a reeleição indefinida e vão votar "NO" dia 15.

4) No dia 23 de janeiro, voltei ao tema em 

Ôps! Vou querer direito autoral sobre a idéia de sugerir ao Bin Laden para pedir asilo político no Brasil.

 

 5) No dia 27 de janeiro, insisti na minha sugestão:

Terroristas e assassinos políticos de todo o mundo, uni-vos e vinde para o Brasil! Bin Laden e Ayman Al-Zawahri, estamos esperando por vocês! 

6) E, por último, no dia 11 de setembro de 2009, uma data bastante adequada para se escrever sobre terrorismo, postei:


O Lula ensina o Tarso Genro a conjugar o verbo "intervir". E o ministro Cezar Peluso faz picadinho dos seus argumentos. Pede pra sair, Tarso Genro!   


[Cada um destes títulos já é o próprio link, caso você queira ler o post na versão original, com direito a fotos de todos os FDPs citados (rs rs rs), é só clicar em cima] 


Ontem, saiu finalmente a decisão no Supremo Tribunal Federal, longamente aguardada,  em que, por 5 votos a 4, o STF afirma que a concessão do status de refugiado político a Cesare Battisti é ilegal,  inconstitucional e indevida; que o ministro Tarso Genro exorbitou de suas atribuições; que o tratado de extradição assinado entre o Brasil e a Itália está em pleno vigor;  e, portanto, que o terrorista assassino poderia e deveria ser extraditado para a Itália.

Mas, ao mesmo tempo, graças à atitude acovardada e irresponsável -- além de desonesta, intelectualmente --, de um dos ministros [refiro-me ao sergipano Carlos Ayres de Britto, ex-militante e ex-advogado do Partido dos Trambiques e das Trapaças e um dos oito nomeados pelo próprio Lula  --,  o STF também decidiu que caberá ao presidente Luiz "Ignorácio" "Pulha", digo, Lula da Silva a decisão final de extraditá-lo ou não. 

Em outras palavras: o STF mostrou mais uma vez que é constituído pela pior, pela mais medíocre e a mais nefasta equipe de ministros da história desta nossa republiquerda -- e acabou transferindo ao presidente da República uma decisão que deveria ser sua, abrindo mão de uma das suas prerrogativas constitucionais.

Por que eu digo que foi uma decisão acovardada desse ministrerda? Porque ele mostrou que é um fraco de caráter e de personalidade: apesar de ter votado contra a decisão do ministro Tarso Genro e do governo de conceder o status de refugiado ao quadriassassino Battisti,  foi  pressionado pelo governo petelho e voltou parcialmente atrás, entendendo de votar junto com os outros quatro ministros que seguiram a linha de argumentação de Tarso Genro e que livraram a cara do terrorista, ao transferir a decisão parao presidente da República. Coisa de moleques, de poltrões, de quem não quer assumir as responsabilidades.


No dia 16 de novembro, a jornalista Renata Loprete, da Folha de S. Paulo, havia publicado em sua coluna "Painel", na pág. 4, a seguinte nota (segue em azul):


"Ataque…
É enorme a pressão para que o ministro Carlos Ayres Britto mude o voto no caso Battisti, ajudando a formar no STF, nesta quarta, maioria favorável ao entendimento de que caberia ao presidente da República a decisão final sobre a extradição.


…especulativo.
Desde a chegada ao Supremo, em 2003, Britto repete a colegas que deve sua indicação em boa medida ao jurista Celso Antonio Bandeira de Mello, contratado pela defesa de Battisti especificamente para influenciar o pupilo".



O blogueiro Reinaldo Azevedo, no site da Veja,  ainda tentou dar um voto de confiança ao ministrerda Carlos Ayres Britto, escrevendo (também em azul):

Ayres Britto foi um dos ministros que votaram com o relator Cezar Peluso. Um voto claríssimo, que não ensejava dúvidas ou ambigüidades. Não tendo havido nenhum fato novo daquela data até agora, tenho razões para acreditar que ele mantém o seu voto, já que o único fato novo seria a pressão oficial, o que o desmoralizaria.

Pois é, ao aceitar a pressão do governo e mudar claramente a sua posição, o ministrerda sergipano com cara e jeito de fuínha (não sei por que, sempre que o vejo,  associo sua imagem à  desse animal de hábitos noturnos que ataca galinheiros -- rs rs rs)  se desmoralizou, no meu ponto de vista, definitivamente. E, com isso, a decisão final acabou nas mãos (sempre sujas e manchadas por escândalos e posições equivocadas) de Lula.

De certa forma, acho que este episódio teve um lado positivo:  jogar a bomba de volta nas mãos do Lula e do PTT vai gerar desgastes para eles.  Seja qual for a sua decisão, vai provocar estragos fortíssimos na imagem do próprio Lula, do seu partido e, sobretudo, da sua candidata Dilma "Pinóquia/Pitbull" Rousseff,  na campanha presidencial do ano que vem. Isso, claro, se as oposições, tiverem competência para capitalizar e descontruir a a imagem do Partido dos Trambiques e das Tramóias na campanha eleitoral. Não conheço pesquisas sobre o assunto, fora a enquete do Estadão com 11.111 votantes, que publiquei num dos posts lincados acima, na qual 71% dos que opinaram eram contra a concessão do status de refugiado político ao canalha. Apenas 29% apoiavam a decisão do governo.


Se Lula tivesse peito para decidir pela extradição, o desgaste seria junto ao PTT e a todos os demais partidos e movimentos sociais que são contra a extradição do terrorista que podem ser genericamente chamados de "bolivarianos-de-mierda" ou de "simpatizantes da esquerda cucaracha".  Mas, como tenho a convicção absoluta de que o Lula vai encontrar uma desculpa qualquer, por mais esfarrapada que seja, para conceder o status de refugiado político -- que, aliás, já foi dado pelo seu governo como digo no primeiro post lincado acima --,  não aposto nem uma nota rasgada de três reais na extradição. 


Tenho a absoluta convicção de que o Lula, confiando na sua estrela e no seu carisma,  vai livrar a cara do principal líder do primeiro PAC que se tornou notícia  [o grupo terrorista italiano dos anos 70 Proletários Armados para o Comunismo]. Mas haverá, como já disse, muitos desgastes. Inclusive com o governo e a opinião pública da Itália e de outros países que não dão cobertura a terroristas e assassinos por uma questão de princípios políticos, éticos e morais. 

É como diz o velho ditado, "Quem pariu Mateus que o embale".  O Mateus desta metáfora é o quadriassassino e terrorista Cesare Battisti e a concessão do status de refugiado político ao próprio no Brasil nesta Era Lula.  Vamos, nós que somos contra terrorismo e todos os tipos de filho-da-putismo de modo geral,  ficar na platéia observando como os canalhas petelhos vão se sair dessa...


domingo, 15 de novembro de 2009

A agressão e as violências contra a blogueira Yoani Sánchez, por parte da ditadura comuno-fascista cubana. E os intelectualerdas calados e omissos...

Foto de Enrique de la Osa, da agência Reuters, mostrando a blogueira Yoani Sánchez de muletas e com várias seqüelas das agressões que sofreu no dia 6 de novembro, como relata: "Durante 20 minutos, nos espancaram sem parar".
Os amigos que prestigiam este blog sabem da simpatia que tenho por Cuba e, ao mesmo tempo, do ódio que sinto pelos ditadores assassinos hermanitos Castro -- Fidel e Raúl. Minha repulsa se estende aos intelectualerdas (é isso mesmo que você está pensando -- rs rs rs) que, no Brasil e no resto do mundo, manifestam simpatia pelo regime ditatorial comuno-fascista da bela ilha do Caribe. Aqui, no PG, o tema é recorrente. Minhas mais recentes postagens tinham sido estas:
- no dia 8 de setembro de 2009, Um pedido da Anistia Internacional a mim e a vocês: mandem uma mensagem ao Barack "Bunda-Mole" Obama, para que ele suspenda o embargo econômico a Cuba . [O link é o próprio título do post, em azul, sublinhado]
- no dia 3 de outubro de 2009, A blogueira cubana Yoani Sánchez abre o jogo sobre a realidade do seu país:pobreza, fome, miséria, censura, saúde precária, enfim, uma ditadura odiosa
- e, no dia 5 de outubro de 2009, O fracasso do regime comuno-fascista cubano registrado em fotos. E uma retrospectiva das postagens sobre a ilha,por cujo povo e cultura tenho respeito

Pois bem, na primeira postagem lincada acima, eu dava um outro link sobre sobre um outro post meu, transcrito da revista Veja, sobre a crise do papel higiênico na ilha-presídio caribenha. E, no do dia 5 de outubro, vocês encontram outros três links sobre posts anteriores, em que relatava a precária situação das liberdades democráticas e dos direitos humanos naquele país que antigamente era chamado de "paraíso socialista" (rs rs rs) pelos simpatizantes do castrismo, essa "mierda" de regime que inspirou os neobolivarianos, como o psicopata Chávez.

Mas o mais interessante dos três links acima é o do meio, do dia 3 de outubro, no qual a blogueira Yoani Sánchez, que já foi citada aqui no PG dezenas de vezes, dava uma entrevista à Veja arrasadora sobre as condições de vida em Cuba.

Confesso-lhes que, conhecendo as ditaduras fascistas de esquerda, como as conheço, as quais conseguem ser mais infames e sanguinárias que as da direita dos anos 70 e 80, se é que tal absurdo é possível, fiquei preocupado com a segurança da blogueira Yoani Sánchez. Não cheguei a escrever sobre esta minha preocupação, mas troquei idéias, sobre os riscos que ela estaria correndo a partir de então, com a minha mulher.

Não deu outra. Na semana passada, para ser preciso no dia 6 de novembro, a blogueira e um amigo foram seqüestrados em pleno centro de Havana, empurrados à força para dentro de um carro de fabricação chinesa, e violentamente agredidos. Depois de horas de murros, socos, chutes, sevícias -- abusos inclusive que caracterizariam crimes sexuais num país de instituições democráticas --, além de outros tipos e ameaças e de chantagens, os dois foram abandonados num bairro qualquer da cidade.

A revista Veja que começou a circular ontem traz uma matéria sobre mais essa violação dos direitos humanos na ilha dos hermanitos assassinos, a qual vou transcrever na seqüência, em azul. Nela, vocês encontrarão também, destacado em bold, um texto-depoimento exclusivo para a revista Veja, muito bem escrito, como tudo o que a blogueira faz. E, mais abaixo, reproduzo em vermelho-sangue, uma tradução livre do último post escrito pela blogueira, no qual ela manifesta claramente o receio de que venha a ser assassinada a mando dos canalhas que comandam a ditadura cubana.
O mais impressionante, nisso tudo, é que o mundo está em silêncio, com poucas exceções, sobre estas graves violações e torturas praticadas pelos fascistas de esquerda cubanos. E os intelectualerdas brasileiros assistem a tudo de camarote, talvez até aplaudindo -- como acontece com Chico Buarque de Holanda, Fernando Moraes e Frei Betto, para citar apenas três pilantras ilustres e destituídos de caráter, entre tantos outros que se acumpliciam com as violências pelo silêncio e pela omissão.
Direitos humanos
"Eu achei que não sairia viva"
Quem vê a cubana Yoani Sánchez, blogueira conhecida por driblar a censura, automaticamente se contrai só de pensar no sofrimento a que seu corpo frágil, de apenas 49 quilos, foi submetido enquanto era surrada por três brutamontes dentro de um carro. Na tarde da sexta-feira 6, Yoani estava a caminho de uma quase impossível manifestação de protesto em Havana quando foi atacada por agentes da polícia política. Sofreu ameaças e espancamentos antes de ser jogada na calçada de um bairro longínquo.
Yoani escreve há dois anos sobre as dificuldades de viver na ilha no blog Generación Y (www
.desdecuba.com/generaciony) e é autora do livro "De Cuba, com Carinho" (Contexto). Vive sob vigilância, mas nunca havia sido fisicamente atacada. Aqui, ela descreve o ocorrido com exclusividade para VEJA e, com a habitual coragem, manda um recado ao "general" – Raúl Castro. De muletas, seqüela do espancamento que a imobilizou em casa, pediu a uma amiga que levasse o relato em um pen drive até um ponto de acesso à internet para enviá-lo por e-mail.
"Não era uma sexta-feira qualquer. As comemorações do vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim se aproximavam e um grupo de jovens artistas cubanos planejava uma passeata contra a violência naquele dia. A tarde era cinza em uma cidade onde quase sempre brilha um sol inclemente, que nos faz caminhar colados às paredes para nos beneficiarmos da sombra. Estavam comigo Claudia Cadelo e Orlando Luís Pardo, dois autores de blogs que recebem milhares de visitas a cada semana. Enquanto andávamos, contei a eles sobre uma desconhecida que, dias antes, havia se aproximado e me perguntado: "Você não tem medo?", em referência, claro, ao fato de que digo livremente minhas opiniões em um país onde o governo detém o monopólio da verdade. Meus amigos sorriram quando narrei a eles a resposta que dei à transeunte angustiada: "Meu maior temor é ter de viver com medo". Não imaginava que em poucos minutos eu viveria o terror de um sequestro e enxergaria o rosto da impunidade policial em sua forma mais dura.
Eu caminhava pela Avenida dos Presidentes, em Havana, com a intenção de participar da demonstração pacifista convocada pelos jovens. À altura da Rua 29, a uns 300 metros de onde estavam os manifestantes, um carro da marca Geely, de fabricação chinesa, cor preta e placa amarela, de uso privado, parou diante de nós. Três homens em trajes civis nos mandaram entrar no automóvel. Não se identificaram nem mostraram um mandado de prisão. Eu me recusei a obedecer. Disse que, como não tinham ordem judicial, seria um sequestro.
Depois de uma breve discussão, um deles chamou alguém pelo celular, pedindo orientações. Imediatamente, os três começaram a nos tratar com violência para que entrássemos no carro. Enquanto nos empurravam, os homens do automóvel negro usaram o celular outra vez e uma viatura da polícia se aproximou. Pensei que os policiais nos salvariam. Pedi ajuda a eles, explicando que estávamos sendo atacados por supostos sequestradores. Os homens que estavam à paisana então deram ordens aos policiais para levar Claudia Cadelo e outra amiga que estava conosco. Eles obedeceram e ignoraram o pedido de ajuda que eu e Orlando fazíamos.
As pessoas que observavam a cena foram impedidas de prestar ajuda, com uma frase que resumia todo o pano de fundo ideológico da cena: "Não se metam. Eles são contrarrevolucionários". Fazendo uso de toda a força física e de um evidente conhecimento de artes marciais para nos dominar, obrigaram-nos a entrar no carro. Comigo empregaram especial violência, enfiando-me de cabeça para baixo e me mantendo imobilizada com um joelho sobre o peito.
Dentro do veículo e durante cerca vinte minutos, os sequestradores nos espancararam sem parar. Frases de mau presságio saíam da boca daqueles três profissionais da intimidação: "Yoani, isso é o seu fim", "Você não vai mais fazer palhaçadas", ou "Acabou a brincadeira".
Achei que não sairia viva. Tentei escapar pela porta, mas não havia maçaneta para acionar. A certa altura, o carro parou. Eu já tinha perdido a noção do tempo. Do lado de fora, caía a noite. Finalmente, ambos fomos jogados em plena via pública, longe do lugar onde se realizava a passeata contra a violência.
Por causa dos golpes desferidos por esses profissionais da repressão, estou com a face esquerda inflamada. Tenho contusões na cabeça, nas pernas, nos glúteos e nos braços, além de uma forte dor na coluna, que me obriga a caminhar com muletas. Na noite de 7 de novembro, um sábado, fiz uma consulta médica, mas não quiseram redigir um exame de corpo de delito sobre os maus-tratos físicos. A médica teve de me atender na presença de um funcionário que estava ali apenas para me vigiar. Uma radiografia mostrou que não havia traumas internos, apesar dos sinais exteriores das pancadas. Recebi apenas algumas recomendações para minha recuperação.
Eu já me sinto fisicamente melhor e desde sexta-feira tenho uma ideia constante. As autoridades cubanas acabam de compreender que, para silenciar uma blogueira, não podem usar os mesmos métodos com os quais conseguiram calar tantos jornalistas. Ninguém pode despedir os impertinentes da web nem lhes prometer umas semanas na Praia de Varadero ou presenteá-los com um Lada. Muito menos podem ser cooptados com uma viagem para o Leste Europeu. Para calar um blogueiro, é preciso eliminá-lo ou intimidá-lo. Essa equação já começou a ser entendida pelo estado, pelo partido e pelo general."
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[Post da blogueira Yoani Sánchez, o mais recente postado no seu blog, datado de 12/11. Tradução livre minha, MR]

SERES DAS SOMBRAS

"Depois do que aconteceu na sexta-feira passada, eu decidi expor uma série de fotos de pessoas que me vigiam e me atormentam. Minha relação com o cinema foi sempre a partir das cadeiras, na penumbra de uma sala onde se escutava o som de um projetor. Manteve-se assim até que eu comecei a viver o meu próprio filme, uma espécie de thriller (policial) de perseguidores e perseguidos, no qual cabe a mim fugir e me esconder.

A razão desta mudança repentina de espectadora a protagonista foi este blog, localizado neste amplo espaço, tão pouco abordado no cinema, chamado Internet. Acordei há dois anos querendo escrever o roteiro real dos meus dias e não a comédia cor-de-rosa que os jornais oficiais mostram. Passei então, de assistir aos filmes, a vivenciá-los.

Tenho minhas dúvidas se algum dia verei as cortinas se fecharem e se poderei sair viva do cinema. O filme longo, interminável, que vivemos durante décadas em Cuba não parece perto daquele momento, ao final da projeção, em que aparecem os créditos e a tela se apaga. No entanto, os espectadores já não estão mais tão interessados na fita interminável que lhes mostram os projecionistas autorizados. Em vez disso, eles parecem cativados pela visão das pessoas que escrevem um blog ou preenchem uma página em branco e gravam neles e nelas as interrogações, as frustrações ou as alegrias dos cidadãos.

Acreditando ser tal como um Kubrick ou um Tarantino, eu comecei a deixar registradas as imagens dessas criaturas que nos monitoram e nos intimidam. São os seres das sombras que, como vampiros que se alimentam de nossa felicidade e da nossa alegria de viver, nos inoculam o medo através de golpes, de ameaças, de chantagens. São indivíduos treinados para a coação e a coerção, que não podiam prever que se transformariam de caçadores em caçados, com seus rostos captados pela câmera, por um telefone celular ou ainda pela retina curiosa de um cidadão. Acostumados a coletar provas através desse expediente que todos temos guardados em alguma gaveta, em algum escritório, agora eles ficam surpresos que nós estejamos fazendo o inventário e a documentação dos seus gestos, dos seus olhos, enfim, um registro minucioso de seus abusos".

[No post em referência, cujo link está na aberetura da matéria da Veja transcrição acima em azul, estão algumas das fotos desses seres das sombras, aos quais se refere a blogueira]

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Pior do que o apagão energético é o apagão ético do governo Lula neste episódio do "blecaute", como quer a sinistra Dilma "Pinóquia-Pitbull" Rousseff.

O Brasil à luz de velas, em imagens do jornal espanhol El País. E, acima, mapa publicado pela Folha de S. Paulo, mostrando os 18 estados onde houve apagão parcial ou total, atingindo entre 60 e 70 milhões de pessoas.
Como é de conhecimento amplo dos leitores habituais deste PG, o blogueiro está em recesso dos assuntos políticos, a menos que algum fato de grande repercussão o obrigue a se manifestar por pura indignação. É o que está acontecendo neste instante. Estou acompanhando praticamente todo o noticiário e analisando de cabeça fria, até onde isso é possível, os pontos de vista técnicos ou não, manifestados nos últimos três dias, sobre o apagão de terça-feira -- aquele sobre o qual o Lula, a partir de agora, vai poder repetir, sempre cheio de razão e de empáfia, como é de costume, com aquela sua voz de dublador de morto-vivo em filme de Zé do Caixão, seu bordão preferido: "Nunca-antes-neste-país... houve um apagão como este do meu governo!" (rs rs rs)
De fato, foi um apagão fuderoso, caralhométrico, o maior de todos os tempos, embora a sinistra, quero dizer, a ministra Dilma Pinóquia prefira classificá-lo como "blecaute" ou "black-out", como queiram grafar a escuridão.
Qual a diferença entre um e outro? Rigorosamente, nenhuma. Ambas as expressões têm as mesmas causas e resultam na mesma conseqüência, portanto são equivalentes: escuridão, trevas, negritude, breu, ausência completa de iluminação e de energia, entre 60 e 70 milhões de pessoas prejudicadas em 18 estados da federação mais o Paraguai inteiro. Mas a Dilma Pinóquia quer assim, fazer o quê? Ela é a todo poderosa e a dona da verdade, com aquela arrogância costumeira...
Por falar nela, que papelão! No primeiro momento, que durou por mais de 40 horas, a sinistra-futura-candidata sumiu, escondeu-se, escafedeu-se, de forma acintosa, vergonhosa, provavelmente por orientação de algum marqueteiro imbecil (será instrução do tal João Santana?) ou do também sinistro Franklin "Goebbelszinho" Martins, o que acaba significando a mesma coisa.
Quiseram poupá-la dos desgastes que fatalmente sofrerá, já que era e é a mandachuva, a chefona, do pedaço energético do governo aos longo desses sete anos de farra e de sem-vergonhice petelhas. Mas, forçada pela ironia das oposições e dos técnicos e jornalistas que analisavam as repercussões do fato espantados com o seu sumiço, e constatando que fugir estava ficando pior para ela, a dondoca reapareceu ontem em seu estilo costumeiro: deu uma entrevista escandindo as palavras em tom arrogante, raivoso, com a mesma gentileza com que os pitbulls se relacionam com as suas vítimas em potencial.
À repórter que teve a ousadia de lembrar-lhe que, não faz muito mais do que duas semanas, garantiu que não haveria apagão no Brasil nunca mais (suas declarações estão gravadas e são indesmentíveis desta vez), qual a sua opinião, o que teria a dizer à opinião pública? , ela respondeu quase rosnando e latindo (segue em azul):
- "Você está confundindo duas coisas, minha filha... [Colchete necessário: se eu fosse a repórter, a interromperia nesse momento e diria: "Péra lá, sinistra. A senhora pode ser a mãe do PAC, a minha, não! Não sou sua filha... Me trate com mais respeito! Se eu tivesse uma mãe grosseira e mal-educada como a senhora, eu preferiria praticar o haraquiri ! ]
E continuou, espumando pelo canto da boca, com a sua linguagem de frases incompletas ou incompreensíveis, a portadora de hidrofobia contra jornalistas que não praticam o chapa-branquismo (são poucos, em Brasília):
- "Você está falando de black-out. Ninguém pode prometer que um sistema… Nós trabalhamos com um sistema de milhares de quilômetros de rede… Interrupções desse sistema, ninguém promete que não vai ter. O que nós prometemos é que não terá nesse país mais racionamento. Racionamento é barbeiragem. Por que é que é barbeiragem (…) Eu lamento muito o que aconteceu com os consumidores. Aconteceu nas cidades. Acho que, de fato, é muito desagradável. Agora, dizer pra mim… É tentar fazer deliberadamente confusão onde não tem e tentar apresentar o país com uma fragilidade que não existe (…) Eu acho que o ministro Lobão... ele foi sintético: “Olha, eu divulguei o qual era a razão, não tenho mai (sic) nada a acrescentar (…). Para o governo, esse episódio está encerrado".
Quer ver a íntegra das declarações grosseiras e pittbulescas? Clique aqui
Por falar nele, no panaca que responde pelo ministério de Minas e Energia, Edison Lobão -- aquele preposto do Sarney e a figura ridícula, toda enrugada, que apesar disso usa tintura acaju para parecer menos decrépito do que o é, sem conseguir convencer ninguém -- também usou a mesma expressão da sinistra: "Este assunto está encerrado".
E o Apedeutinha, também conhecido como Sua Excrescência Luiz "Ignorácio" Lula da Silva, disse hoje (13), desqualificando as opiniões de técnicos e de alguns políticos que entendem muito mais do que ele e a sua candidata com relação ao sistema de produção e de distribuição de energia, classificou nesta sexta-feira (13) de "achistas" as opiniões de especialistas até o momento sobre o apagão. Foram estas as suas palavras:
- [Estou me referindo é] ... a esses especialistas que vão à mídia. Vocês é que conhecem", completou. "Esse não é assunto de análise política, é de análise técnica. Estamos na fase do 'achismo', mas depois vamos entrar na fase dos resultados mais objetivos."
É o que o país inteiro aguarda, Excelência!
O editorial de hoje da Folha de S. Paulo (a seguir, em azul) resume bem o que está acontecendo com relação a este apagão mais ético do que energético do desgoverno Lula:
"Opção pelas trevas
Com temor de desgaste, Planalto tenta encerrar episódio do apagão sem que as causas estejam devidamente elucidadas
O BLECAUTE na virada de terça para quarta deixou ao menos 1.800 cidades, em 18 Estados, nas trevas. Deixou claro, porém, que o cálculo eleitoral, a paúra do desgaste político a menos de um ano do pleito, atropelou o direito da população de ser informada com exatidão e profundidade a respeito das causas da pane.
Dúvidas ponderáveis estão lançadas sobre a primeira versão oficial. É baixíssima a probabilidade de que um raio -- ou vários, que seja -- possa derrubar, simultaneamente, todas as três linhas de transmissão, independentes entre si, que conectam o Sudeste à maior hidrelétrica do país. O sistema triplo, com redundância portanto, foi projetado para não sucumbir a intempéries. O serviço de detecção de descargas atmosféricas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) não corrobora a explicação do Planalto.
Além disso, os gestores da rede elétrica nacional foram incapazes de impedir a propagação do problema, que prejudicou o abastecimento em todas as regiões, exceto o Norte. Se algo se repete, em relação ao traumático racionamento de 2001, é o loteamento político do setor. O Ministério de Minas e Energia está entregue ao notório PMDB de Edison Lobão. O PT controla Itaipu. Enquanto uma sigla aliada inculpava a outra pelo apagão, a lógica marqueteira tirava do foco a aspirante ao Planalto, ministra Dilma Rousseff.
Mas, da mesma maneira que a gestão do sistema elétrico não conseguiu isolar a pane nas linhas de Itaipu, o isolamento da virtual candidata durou pouco. Responsável pela reformulação do modelo elétrico no primeiro mandato de Lula, a atual chefe da Casa Civil se viu obrigada a dar alguma satisfação nesta quinta. "Você está confundindo uma coisa, minha filha", trovejou Dilma Rousseff contra a jornalista que a interpelava sobre sua recente promessa de que apagões eram página virada: "Nós prometemos é que não terá nesse país mais racionamento", consertou a ministra.
O governo Lula e Dilma Rousseff, é verdade, têm o que mostrar nesse quesito. Antes mesmo de o petista assumir iniciou-se um doloroso ajuste no setor, principiando pela construção a toque de caixa de usinas termelétricas, a fim de complementar o suprimento das hidrelétricas. Já na gestão Lula a rede de linhas de transmissão foi expandida 29%. Grandes hidrelétricas começaram a sair das pranchetas. O gargalo do gás natural vai sendo resolvido, com novas jazidas, construção de gasodutos e instalações para receber gás liquefeito importado.
Mas será que o apagão desta semana não terá revelado outro tipo de vulnerabilidade? Talvez no sistema de gerenciamento automático de cargas, talvez na manutenção das linhas, talvez na baixa proteção de trechos estratégicos das vias de transmissão? Por que, afinal, não se conseguiu confinar o problema, após o desligamento de Itaipu? Quanto é preciso investir para que o sistema reforce a proteção contra blecautes gigantescos? É essa discussão, de suma importância para a sociedade, que o temor marqueteiro do Planalto pretende manter na escuridão ".

domingo, 8 de novembro de 2009

Ainda o caso da suposta agressão do Aécio: o jornalista Renato Rovai consegue arrancar mais algumas informações do Juca Kfouri e de outro blogueiro.

O governador de Minas, Aécio Neves, em evento internacional
A menos que houvesse novidades relevantes que a confirmassem ou não, este blogueiro não pretendia voltar ao assunto da suposta agressão -- que não se sabe, de forma irrefutável, se aconteceu realmente e por que teria acontecido --, do Aécio Neves contra a sua namorada Letícia Weber. Fiquei esperando ao longo destes últimos três ou quatro dias que surgissem tais novidades, como depoimentos de outras testemunhas ou fotos ou até mesmo vídeo gravado por algum celular num evento onde haveria centenas ou milhares de aparelhos de última geração -- e nada. Fiquei especialmente antenado na coluna e no blog do Juca Kfouri, já que foi ele o autor da nota de maior repercussão, achando que deveria ter se aprofundado no assunto. Já que era o pai da matéria, deveria mostrar que sua competência como jornalista não se limita ao campo esportivo.
No mínimo, entendo ele deveria ter mostrado para a sua fonte, supostamente "de total confiança", as fotos da Letícia Weber que estão na Internet, muitas delas ao lado do próprio Aécio, para que o seu informante que, segundo o próprio Juca, estava a cinco metros de distância dos dois protagonistas do barraco, confirmasse se a agredida e derrubada ao chão era a namorada Letícia Weber ou se seria alguma outra "acompanhante". Ele poderia convidar o tal informante até a fazer isso visitando este PG, onde as fotos da namorada estão postadas desde a última quarta-feira (rs rs rs).
Seria muito fácil ao Juca fazer isso e nos dar a resposta da sua fonte -- mas ele, apesar de ser um bom jornalista, não o fez. Entendo que está cometendo um grave equívoco, pois a sua credibilidade, adquirida ao longo de mais de 30 anos de exercício da profissão com dignidade e seriedade, está correndo sérios riscos.
Diante do seu silêncio ou da sua omissão, e também da ausência de novas informações relevantes dos grandes veículos, resolvi buscar na internet outras versões do que teria acontecido.
Percorri, ontem (sábado), mais de 100 sites ou blogs, com a ajuda do Google, mas quase todos se limitavam a comentar com base no que já havia sido publicado ou postado até as duas postagens do Juca Kfouri. As revistas que circularam no final de semana também se calaram ou se omitiram, o que achei bastante estranho. Por exemplo: a Veja não ter entrado num tema como este, de grande repercussão, é uma omissão inexplicável. Acho que estão faltando editores de pauta e repórteres investigativos mais competentes e mais corajosos na redação da revista. Não acredito que ela tenha sido cooptada, como o são os jornais de Minas Gerais, que praticam atualmente um dos mais lamentáveis exemplos de jornalismo subserviente, lambe-botas, de toda a história do estado em que nasci -- aliás, com muito orgulho.
Minhas pesquisas não foram totalmente inúteis -- elas trouxeram alguns fatos e informações que resolvi postar aqui agora, até para que fiquem como registro de que pelo menos um jornalista mineiro, entre tantos, não vai sossegar ou deixar este assunto morrer sem tirar lições e conclusões mais consistentes do episódio.
Um outro blogueiro, que não conhecia, também quis saber maiores detalhes dos fatos narrados por Juca Kfouri e por outros blogs. Chama-se Renato Rovai e é diretor da Revista Forum, que também não conheço -- nem ele nem a revista. Mas o Rovai deve ser amigo do Juca Kfouri e conseguiu entrevistá-lo. Publicou no seu blog, no dia 3/11, às 18:33, o seguinte post (segue em azul) [Link aqui, para quem quiser conferir]
Juca Kfouri diz que checou informação e ataca PHA
(03/11/2009 18:33)
Entrevistei Juca Kfouri para tratar de sua nota em relação à agressão que teria sido praticada contra a namorada pelo governador Aécio Neves. O texto já foi encaminhado ao Paulo Henrique Amorim, para ver se ele quer comentar a parte onde é citado. Segue abaixo a conversa:
Renato Rovai: - Quando você recebeu a informação de que essa agressão havia ocorrido?
Juca Kfouri: - Recebi no sábado pela manhã um e-mail contando a história e comentando uma nota da Joyce Pascowitch. Vi que o assunto tinha sido tratado pela Barbara Gancia no Twitter e aí fui atrás da informação. Conversei com uma pessoa que foi na festa e que disse que estava a cinco metros do acontecido, tendo visto a moça tomar um tapa e cair no chão. Contou ainda que a viu se levantar e reagir indo pra cima dele.
RR: - Você confirmou a história com outras pessoas ou confiou plenamente na sua fonte?
JK: - Antes de dar a nota fiz quatro ou cinco ligações pra festeiros cariocas amigos meus e todos me confirmaram a história, apesar de não terem visto a cena.
RR: - Você diz em seu blog que "A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos". É possível ser mais claro em relação a essa frase?
JK: - É isso mesmo que você está pensando, Renato. Circulam mil histórias em relação ao Aécio, histórias que, aliás, o Mineirão canta em coro [durante a partida Brasil e e Argentina, no ano passado, parte da torcida presente entoou o coro "Ô Maradona, vai se f...., o Aécio cheira mais do que você"]. Acho que a imprensa tem obrigação de investigar isso, como deveria ter feito o mesmo em relação ao Caçador de Marajás. Isso não pode ser tratado como coisa menor, como algo regional.
RR: - Há muito especulação de que a informação poderia ter partido de algum tucano relacionado ao governador Serra, o que você tem a dizer sobre isso?
JK: - Não é verdade. Não falei com nenhum tucano a respeito do assunto, conversei apenas com festeiros cariocas, que me confirmaram a história. Esse tipo de especulação é coisa de Fla x Flu. Sou corintiano e denunciei o esquema da MSI.
RR: - Quem é a esquerda recente que você cita no seu último texto?
JK: - O Paulo Henrique Amorim, por exemplo. Ele foi da juventude lacerdista e se calou na ditadura militar. Agora fica com aquele blog dele criticando todo mundo, mas trabalha na TV do bispo. Ele é todo patronal. A única festa para patrão em casa de jornalista que eu fui foi na de PHA, para os Saad, quando ele trabalhava na Band.
[PS: Idelber Avelar me envia um email com um link do blog do Ailton Medeiros que também diz ter recebido informações de amigos a respeito do tapa de Aécio. Tá aqui pro leitor conferir].
Aqui entro eu, blogueiro MR:
Neste mesmo post, na área dos comentários, há três outras intervenções que considero relevantes. A primeira é do próprio Juca Kfouri, às 19:25 do 3/11 (segue em azul), pedindo uma correção, o que significa que ele leu o post e só divergiu em um aspecto do que foi reproduzido pelo Rovai. Escreve o Juca:
Juca Kfouri - 03/11/2009 19:25 Uma pequena correção: "A única festa para patrão em casa de jornalista que eu fui foi na de PHA, para os Saad, quando ele trabalhava na Band".
Imediatamente, o blogueiro faz a correção solicitada e publica a seguite resposta ao comment do Juca (segue em azul):
renato rovai - 03/11/2009 20:17 Ok, Juca. Estou postando sua correção. Entrevista feita na correria e sem gravação às vezes dá nisso. Mas blogue tem essas vantagens. A informação pode ser corrigida também em tempo recorde. renato rovai
A terceira intrervenção que quero destacar, nos comentários do post transcrito, acontece no dia seguinte, às 15:13, quando o Renato Rovai explica um aspecto da entrevista que estava sendo mal interpretado por alguns dos outros comentaristas. Leiam:
renato rovai - 04/11/2009 15:13 Só pra esclarecer os leitores e comentaristas, quando na entrevista o Juca Kfouri me disse que uma das pessoas com quem checou a informação viu a cena porque ela estava a cinco metros do fato e que outras confirmaram, sem ter visto. Quis dizer que elas ficaram sabendo disso na festa, mas não viram a cena. Talvez na edição da resposta dele, este blogueiro não tenha sido fiel ao que o entrevistado quis dizer. Isso acontece. E é justo fazer o ajuste quando necessário.Aproveito pra esclarecer que ao fazer a entrevista com Juca Kfouri não estou tomando partido algum. Estou buscando esclarecer uma história.Sinceramente, nesse caso acho mais produtivo buscar saber se a história é real ou não do que ficar atacando a ou b. grande abraço renato rovai
Aqui entro eu, novamente. Neste mesmo dia 4/11, o blogueiro Renato Rovai postou (segue em vermelho-vinho, para ficar claro que se trata de outro post) [O link, para quem quiser conferir, é o mesmo colocado acima]:
(04/11/2009 16:01)
Ontem à noite informado pelo professor e blogueiro Idelber Avelar (agora também colaborador da Fórum) que Ailton Medeiros, jornalista do Rio Grande do Norte, também teria sido informado da confusão entre Aécio Neves e sua namorada. Li a nota e imediatamente a publiquei no post da entrevista do Juca. Na mesma hora encaminhei ao Ailton cinco perguntas. Que ele respondeu e publico abaixo. Também informo aos leitores que estou buscando mais uma entrevista para, neste blogue, encerrar a história. Claro, voltarei a ela se algo novo houver. Em relação ao caso, minha opinião é a seguinte. Se não for verdadeiro, Aécio merece retratação dos que estão bancando a história. Se for, merece, no mínimo, o vexame público. Simples assim.
Renato Rovai: - Você poderia me dizer quando ficou sabendo da história e de que maneira? Foi antes ou depois da nota do Juca?
Ailton Medeiros: - Soube na quarta-feira (28) por uma pessoa, numa conversa descontraída pelo MSN. Essa pessoa tem ligações com a irmã de Aécio Neves. Mas me pediu para não publicar nada temendo represália.
RR: - Quem te contou deu algum outro detalhe que não está na nota do Juca?
AM: - Sim, um rapaz filmou a briga com o celular. Informado por um amigo de Aécio, a segurança do hotel ainda tentou apagar a filmagem, mas não conseguiu.
RR: - Você sabe por que essas pessoas haviam ido a essa festa?
AM: - Minha fonte estava no hotel, com uma amiga que trabalha lá.
RR: - Uma delas é do RN e a outra?
AM: - A pessoa que é minha amiga é potiguar, mas mora no Rio há anos. A outra pessoa é carioca e funcionária do hotel.
RR: - Quem te confirmou a história tem alguma relação com o PSDB ou mais precisamente com o grupo de Serra no PDSB?
AM: - Nenhuma delas, mas a pessoa que é minha amiga conhece a irmã do Aécio.
Meu Comentário [Aqui, volta o titular deste PG, MR]
Alguns amigos me mandaram e-mails e outros me telefonaram achando que eu não deveria continuar insistindo neste assunto. Que ele já teria dado tudo o que tinha para dar.
Não concordo. Meu ponto de vista é o de que este caso tem que ficar bem esclarecido, para que não pairem dúvidas no ar. Se houve, de fato, a agressão do Aécio Neves -- seja contra a namorada Letícia ou contra uma outra acompanhante qualquer --, é um fato da maior gravidade, mostra que ele seria um desequilibrado, emocionalmente, e um agressor/criminoso, que precisa ser denunciado e punido com base na Lei Maria da Penha.
Portanto este episódio não pode, como querem alguns, ser visto apenas como uma briguinha ou uma rusga de namorados.
Por outro lado, concordo integralmente com a argumentação do Juca Kfouri no seu primeiro post sobre o assunto, no dia primeiro de novembro, de que "a imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato à presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos".
Também entendo que um político que se candidata a vôos mais altos e, sobretudo, que já tem uma imagem pessoal fortemente marcada como possível usuário de drogas ilícitas -- de modo especial, a cocaína, que é a droga preferida dos ricos e dos poderosos -- precisa, em primeiro lugar, se de fato o for, de ser desmascarado e denunciado como tal antes de chegar ao poder -- no caso dele, a presidência da República ou a vice-presidência ou até mesmo uma cadeira no Senado Federal.
Penso, até, que, se for verdade tal situação de consumidor habitual de cocaína, ele já foi longe demais na sua carreira política e precisa de ser desmascarado e detonado o mais breve possível. Não dá para ser levado a sério um político, seja qual for, que tem o hábito de cheirar cocaína.
Como aceitar e como admitir que seja consumidor habitual de cocaína, como está na boca do povo, um governador de Estado, que é o comandante supremo de um governo que, pela Constituição, tem o dever de reprimir o tráfico e o consumo de drogas? Com que moral ele vai exercer esse mandamento constitucional?
Em segundo lugar, se for verdade esta agressão e esta dependência química, o cidadão em referência precisa é de tratamento, como todo e qualquer viciado, desde que reconheça a sua condição de dependente e queira sair dela. Se não quiser, tudo bem, é uma opção individual, mas não venha querer ser um representante do povo e um exemplo de cidadania nos mais altos cargos públicos de um estado ou de uma nação.
Repito mais uma vez: se for verdade tudo isso, chega de hipocrisia na imprensa e de blindagens como as que vêm sendo praticadas em favor do Aécio Neves pela mídia e pelos formadores de opinião pública de Minas Gerais e, também, por todo o resto da imprensa nacional.
Considero inexplicável, asqueroso, vergonhoso, criminoso, e uma blindagem inaceitável que nenhum órgão da imprensa, seja regional ou nacional, tenha registrado, na época, o fato narrado acima pelo Juca Kfouri na entrevista ao Renato Rovai, de que, no dia do jogo Braxil x Argentina, no ano passado -- aquele que o próprio Aécio tentou capitalizar para a sua imagem, investindo uma grana preta na montagem de camarotes VIPs, com convidados especiais e muita badalação, etc. --, a multidão de torcedores, no Mineirão, tenha gritado em coro "Ô Maradona / Vai se foder/ O Aécio cheira mais do que você!".
Embora tal episódio, se aconteceu da forma como o Juca Kfouri relata (não é a primeira vez ouço isso e publico aqui no PG), possa ser visto como uma piada e um motivo de chacota, além de um vexame total para o protagonista, não pode deixar de ser analisado como o reconhecimento de que o playboy e governador Aécio já caiu na boca do povão. E seu vício, se de fato for verdadeiro, já virou motivo de gozação, claro.
Tive a pachorra de ler os mais de 500 comentários que estavam constando até ontem nos dois posts que o Juca Kfouri publicou em seu blog do Uol (o link foi dado no meu post anterior, que está logo abaixo deste), além de centenas de outros comments em outros blogs, e fiquei impressionado com a quantidade de comentaristas que acusam claramente o Aécio de ser um viciado em cocaína. Senti-me constrangido e envergonhado de saber que o governador da minha terra tem a imagem de um moleque "cafungador", "cheirador", tão disseminada...
Alguns chegam a dizer que o seu apelido, nos meios que freqüenta, seria "Aecinho do pó". Acho o fim da picada que isso esteja acontecendo com a imagem de um governador de um estado importante como Minas Gerais, um político talentoso, bom gestor público, relativamente jovem, com um futuro brilhante pela frente, no qual eu, pessoalmente, votei nas duas eleições em que se elegeu e pretendia votar novamente, antes de ter conhecimento destas informações e destes possíveis vexames.
E entendo também que, se tais fatos e acusações forem verdadeiros, a melhor coisa que ele tem a fazer, no momento, é tratar de recuperar a sua imagem, não tentando cooptar jornalistas e veículos de comunicação, como o faz habitualmente, com a preciosa ajuda da sua irmã, mas demonstrando de forma inequívoca que está sendo vítima de calúnias e de difamações.
Ou, então, que trate de assumir que é vítima de uma dependência química que, sabidamente, provoca desequilíbrios emocionais e deixa suas vítimas com os nervos à flor da pele, e, a partir daí, começar imediatamente um tratamento com profissionais especializados, seja aqui no Brasil ou no exterior. O que não dá para aceitar e a convivência hipócrita com essa dependência, como se ela não existisse, caso seja verdade tudo isso.
Se ele se aventurar e prosseguir com as suas pretensões e com a sua candidatura, tendo esses pontos vulneráveis em termos de imagem, é preciso que fique bem claro que a sua reputação está virando pó; e, lamentavelmente, seu futuro não terá nenhum brilho. Para isso, seus adversários, sobretudo os petelhos, já começaram a jogar pesado e sujo. O que eu tenho lido de agressões difamatórias na web, em blogs e sites de esquerdopatas, e, sobretudo, em circulares de internet que já estão sendo enviadas, antes e após este episódio, mostra que a campanha de 2010 será a mais imunda e repulsiva da história desta República.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Afinal, o Aécio Neves agrediu a sua namorada Letícia Weber ou não? Os cidadãos e eleitores de Minas e do Brasil têm o direito de saber a verdade...

Na foto de baixo, o governador Aécio Neves com a sua namorada Letícia Weber, a quem ele teria agredido durante uma festa badaladésima, no Rio de Janeiro, no dia 25 de outubro. Nos outros cliques, fotos mais aproximadas e closes da gatésima, que é uma estilista e modelo gaucha, mas que mora entre Floripa e o Rio de Janeiro, da mesma forma como o Aécio vive mais no Rio do que em Minas. Em quem vocês acreditam: na versão do governador e da namorada que estaria livrando a sua cara ou na do jornalista sério e bem informado Juca Kfouri? Será que o doublé de playboy e político que tem pretensões mais altas ainda não sabe que em mulher não se bate nem com uma flor? Ainda mais numa gata como essa.
Estou eu aqui tranqüilo no meu recesso blogosférico, lendo calmamente o meu jornal, quando me deparo com uma notícia que me chama a atenção. Reproduzo-a (segue em azul-royal):
Aécio afirma que é vítima de calúnia de blogs

DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que está sendo vítima de calúnia, referindo-se a comentários que circulam em blogs e no twitter sobre um suposto desentendimento público entre ele e a namorada no dia 25. Em seu blog no UOL, o colunista da Folha Juca Kfouri divulgou no dia 1º que Aécio deu um empurrão e um tapa na namorada, a modelo Letícia Weber. O desentendimento, disse ele, aconteceu numa festa da Calvin Klein no hotel Fasano, no Rio.

Em entrevista ontem no Palácio da Liberdade, Aécio foi questionado sobre o episódio. "Isso é uma aleivosia [injúria, calúnia] tão grande. Eu me sinto, claro, pessoalmente ofendido por isso, mas prefiro até nem comentar para não validar algo tão distante da minha prática cotidiana", afirmou.

"Sempre fiz política e vou continuar fazendo no patamar muito superior a esse. E o que eu posso dizer é que é uma calúnia vergonhosa", disse Aécio. À Folha Letícia afirmou serem "falsas essas versões". "Lamento que com essas inverdades estejam tentando atingir um homem que aprendi a admirar e respeitar em dois anos de convívio."

Como eu não acredito em nenhuma matéria jornalística, assim, de bate-pronto, sem antes tentar confirmá-la através de fontes e de outras maneiras nas quais confio, resolvi me aprofundar no caso. Primeiro fui ao Blog do Juca, no Uol, que rotineiramente trata de assuntos esportivos --mas que, como bom jornalista, respeitado nacionalmente, não poderia ignorar uma notícia como esta, tendo ela chegado ao seu conhecimento, e encontrei a nota que transcrevo abaixo (segue em vermelho-sangue):

Dia 1/11 - 12:09

Covardia de Aécio Neves

Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.

Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.

A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.

Nota: Às 15h18, o blog recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa.

O blog a mantém inalterada.

Por Juca Kfouri às 12h09

[Aqui, continua o blogueiro]

Portanto, como vocês podem obsservar, na mesma nota do blog, às 15:18, do mesmo dia primeiro de novembro, o jornalista Juca Kfouri não se retrata nem pede desculpas; ao contrário, reitera e confirma que a agressão aconteceu, mesmo. Significa que ele está absolutamente confiante em relação às suas fontes. Isso é ser jornalista competente e corajoso, que não se deixa intimidar, como acontece com a imprensa mineira onde pululam maus jornalistas. Resolvi continuar pesquisando para ver se outras fontes confirmavam o relato do Juca. E encontrei estas notas e matérias aqui e aqui.

Hoje, o Juca Kfouri voltou ao assunto no seu blog.

Ele postou (segue em azul-marinho):

O Brasil é um Fla-Flu

Nada mais no Brasil parece ser avaliado sem a busca de segundos interesses.

Difícil dizer se as pessoas em geral julgam as demais pelo que elas são ou se, de fato, não há mais clima nem para uma informação.

Bem apurada e desinteressada, aqui mais uma vez reiterada, vinda de alguém que de política não entende e nem quer entender nada, apenas estava numa festa descolada.

Ah, mas se prejudica A é coisa de S.

Ou do PT.

Brilhantes, sagazes, Maquiavel teria inveja de analistas tão sofisticados.

Mas o cara vive criticando o PT, virou um fracassomaníaco (termo de FHC para criticar os petistas, mas recentemente adotado por alguns deles), ficou contra até o Rio-2016, argumenta outro.

Então é coisa de S mesmo.

E, aí, por mais que o cara tenha revelado que votou no Lula contra o Serra e anulado o voto, já desanimado, quando o páreo ficou entre Lula e Alckmin, é preciso achar um rótulo.

Então, fica engraçado.

Os que se julgam de esquerda passam a, taticamente (Lênin?), defender Aécios.

E a direita chic defende mesmo, no clube dos cafajestes tuiteiros, por exemplo, porque amigo é pra essas coisas.

Uma certa esquerda recente que apareceu na imprensa, diga-se, que calou durante a ditadura brasileira, mas que hoje, de má consciência e sem correr riscos, se faz de corajosa.

Já a elite branca, o termo é do insuspeito Cláudio Lembo, não entende por que o Brasil tem um inculto na presidência, a Bolívia tem um índio, a Venezuela um caudilho, o Paraguai um padre pedófilo, o Uruguai está em vias de ter um ex-guerrilheiro Tupamaro e por aí afora, tudo gente incapaz de se comportar bem numa festa chic, que gospe no chão e palita os dentes.

Não entende que foi ela quem, depois de mais de 500 anos de dominação e exploração, não conseguiu mais manter tampado o que queria explodir.

E explodiu.

Agora, aguenta.

Corre, blinda, vira gueto, se horroriza e mente, desqualifica, tenta sobreviver com seus privilégios nas Daslus da vida e suas lavagens de dinheiro, porque é isso, dinheiro é o critério do sucesso, seja como for.

Perfumados, engomados, mas cada vez mais amedrontados, embora chegados a um brilho aqui ou ali porque ninguém é de ferro.

E, ora bolas, desde quando uma bolacha na moça descontrolada é notícia, né não?

Notícia legal é a plantada, na praia, porque o amor é lindo e tudo perdoa, me bate que eu gamo.

E me engana que eu gosto.

Minas está onde sempre esteve e nada a moverá.

O Brasil nem tanto, se move, ao menos, o que não é pouco, incluindo excluídos que, segundo FHC, jamais poderiam sê-lo, infelizmente haveriam de morrer à míngua.

Mas, que diacho, não é que os que acabaram de chegar se deram conta que o cheiro de um Dior é muito mais agradável que o da graxa.

Engraxemo-nos, todos, pois, com Dior, é claro.

E, aí, quem, decepcionado, critica, denuncia, fiscaliza, é derrotista, moralista, até paulista, se a crítica for ao mau momento do Fluminense.

Seria tudo muito divertido, não fosse medíocre.

E pusilânime, dos dois lados.

Que, por sinal, se merecem.

Voltei, mais uma vez, para fechar:

Minha curiosidade foi além das notícias que estou transcrevendo acima para que cada um de vocês forme a sua opinião. É óbvio que não iria deixar de conhecer a namorada que teria levado uma bolacha ou tapa, além de um empurrão, a ponto de ter caído ao chão. E, segundo uma das fontes, também teria reagido e lascado de volta um tapa no namorado mal-educado e metido a besta. E aí acima estão algumas fotos da gata, por sinal, interessantíssima.

Não farei outros comentários meus, por enquanto, porque estou em recesso com relação a assuntos blogosféricos, sobretudo com relação à política, e, primeiro, gostaria de ouvir as opiniões de vocês, freqüentadores deste PG. Com a palavra, os e as blognautas (se é que eles e elas vão se atrever a manifestar seus pontos de vista, sobretudo os mineiros e as mineiras -- rs rs rs).

Só para encerrar este barraco: quem encontrar nos jornais e demais veículos de comunicação de Minas Gerais uma única referência a este fato, que começou nas festas badaladas cariocas, passou pelas colunas sociais, chegou às esportivas e políticas e termina em baixarias, vai ganhar um autêntica cachaça mineira de Salinas, como prêmio. (Mais rs rs rs).

Atualização - Atenção, sobretudo àqueles diretamente interessados neste palpitante tema (rs rs rs):
Hoje, 5/11, o jornalista e blogueiro Juca Kfouri deu suíte ao assunto, publicando na sua coluna, no Caderno de Esportes da Folha de S. Paulo, e no seu blog, no Uol (link acima), a seguinte nota (segue em vermelho):
"Desmentidos
Aécio Neves e sua namorada negam que tenha havido um incidente entre eles numa festa da Calvin Klein, no Rio, no domingo retrasado. É possível mesmo que não tenha havido. A nota que dei em meu blog, no UOL, no domingo passado, uma semana portanto depois da tal festa, diz claramente que ele deu um tapa e um empurrão em sua acompanhante. Repito: acompanhante. A fonte que ouvi, testemunha do incidente, disse com todas as letras: "Ele deu um tapa, um empurrão, ela caiu e depois cada um foi para um canto, diante de constrangimento geral". Então, perguntei: "Era a namorada dele?". E a fonte respondeu: "Isso não sei, porque não a conheço. Era uma loira bonita e que estava inconveniente". O fato grave, é claro, permanece: a agressão".

Meu Comentário:

Os destaques em bold, acima, na atualização foram feitos por mim. O que será que o informante do Juca Kfouri quis dizer com "estava inconveniente"? Faltou o excelente jornalista dar esta explicação complementar. Pelo visto, ele deve estar guardando trunfos para apresentar como xeque-mate, se for obrigado a ir às últimas conseqüências ou se for pressionado demais...É uma suposição minha, claro.

MR

5/11 - 22:55

domingo, 1 de novembro de 2009

Na série "Clássicos de Todos os Tempos", apresento "You've got a friend", de Carole King, cantada por ela, Celine Dion, Gloria Stefan e Shania Twain.

Esta canção, de autoria da pianista e intérprete Carole King, embora tenha sido um grande sucesso e sua melodia e letra sejam maravilhosas, por incrível que pareça não faz parte da relação das 500 melhores canções (norte-americanas e inglesas) de todos os tempos, editada pela revista Rolling Stone no ano 2.004. De autoria dela, só entra na relação das 500 outro clássico, "It's too late". Mas eu, pessoalmente, utilizo critérios bem pesoais e subjetivos meus, para editar esta série "Clássicos de Todos os Tempos" aqui no PG.

E gosto muito de "You've got a friend", aqui interpretada pela autora e ainda pelas gatésimas e excelentes cantoras Celine Dion, Shania Twain (uau!) e Gloria Stefan. A letra é um verdadeiro hino à amizade e, aqui, está com uma ótima tradução legendada. Exatamente por isso, dedico este clip a todos os meus amigos e amigas recentes, conquistados aqui na blogosfera e também aos mais antigos.

Esta dedicatória vai, de modo especial, para a minha querida amiga Andréia Mesquita, uberabense residente em Uberlândia (MG), que reapareceu neste último final de semana, embora tenha feito isso apenas por telefonema, depois de um longo e tenebroso sumiço. Dedéia, tudo o que você tem a fazer é apenas me chamar, se e quando precisar, viu? Beijos e todo o meu carinho, hoje e sempre.

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sábado, 31 de outubro de 2009

Recebi esta semana uma estimativa de quanto vai custar o tratamento do meu bruxismo: o equivalente a um carro zero quilômetro.É mole? Feliz Halloween!

No ano passado, na véspera do Dia das Bruxas e dos Bruxos, eu relatei aqui no PG os problemas que o bruxismo andava me causando (o link é este). Como hoje, transcorridos exatos 366 dias, é o Dia dos Bruxos e das Bruxas do ano da graça de 2009, quero relatar a continuação do meu drama.
De lá para cá, as coisas só se complicaram com o meu bruxismo em grau exacerbado. Até então, havia quebrado ou fraturado parcialmente três dentes. Este ano cheguei ao tetra campeonato. Vou precisar de fazer quatro implantes. Mas, isso, somente depois que tiver corrigido os problemas de ATM - Articulação Temporo-Mandibular. Já estou utilizando uma placa de acrílico que tenta corrigir a rangeção de dentes noturna e, ao mesmo tempo, fazer com que a arcada dentária recupere os movimentos e posições corretos, restaurando-se a oclusão bem ajustada que não sei se já tive um dia. Sou obrigado a passar de 12 a 15 horas por dia/noite com esta placa, que me incomoda bastante. Ainda não me adaptei ao desconforto. É como se você tivesse uma dentadura superposta ou encaixada nos seus dentes. Na hora de falar ao telefone, então, a coisa se complica ainda mais, porque a pessoa do outro lado da linha não entende nada do que estou falando. É um saco!
Outro nível de problemas: tenho que tomar o maior cuidado com o que ponho da boca. Nada de balas, amendoins, pipocas, castanhas ou mesmo pedaços de churrasco mais duros, que exijam mordida forte. Outros tipos de carnes, mais macias, que não precisam de estar necessariamente cozidas ou assadas para mostrar todo o seu sabor, felizmente, não têm contraindicação. Para estas, estou totalmente liberado (rs rs rs). Quanto às papilas gustativas e às importantíssimas funções da língua, estas vão muito bem, obrigado; não são afetadas pelo bruxismo -- e consigo sentir todos os sabores e paladares à perfeição (mais rs rs rs). Meus problemas estão apenas nos dentes...
Mas o mais grave vem agora: esta semana, uma das dentistas, da equipe que está tratando do bruxismo, dos futuros implantes e das disfunções da ATM, me apresentou a primeira estimativa de quanto vai custar o tratamento completo: é o equivalente a um carro popular ou de nível médio zero quilômetro. Espantou-se? Sim, é isso mesmo! Também quase caí duro na hora em que vi o orçamento. Nem sei se vou ter condições de fazer o tratamento completo, que vai demorar mais de um ano segundo as previsões, com duas sessões em média por semana. Talvez faça apenas aquilo que for mais urgente e absolutamente indispensável; quanto às outras etapas, ficam para o futuro, se algum dia eu conseguir ganhar a Mega-Sena acumulada sozinho (rs rs rs).
O que mais me deixa putésimo e inconformado é que possuo plano de saúde odontológico, pelo qual pago uma graninha razoável mensal, e ainda teria o direito de utilizar os serviços da área de odontologia do SESC, ao qual sou associado, que é muito bem equipada. Mas, em ambos os casos, os convênios e os planos não oferecem nenhuma cobertura para próteses ou para aparelhos de reabilitação oral.
Resumindo: hoje, 31 de outubro, Dia dos Bruxos e das Bruxas, não estou com o menor fair-play para as brincadeiras comemorativas do Halloween, como estava no ano passado e até cheguei a postar algumas fotos de bruxinhas bem interessantes (que estão no post lincado lá em cima).
Apesar desse mau humor, desejo a todos os freqüentadores deste PG uma feliz Noite das Bruxas e um feriado prolongado bem relaxante e reparador das energias.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O texto enxuto de um advogado que se comoveu com a redação de uma menina de 14 anos de SC, inspirada no Hino Nacional. Realmente, ambos muito bons.

Amor à pátria e reverência aos símbolos nacionais, o tema do advogado que se considera velho e da menina que ganhou um concurso de redação em Joinville, Santa Catarina.

Recebi de uma amiga uma circularde internet cujo texto me chamou a atenção. Veio sem assinatura ou crédito, apenas com uma observação da minha amiga: "Assino embaixo".

De cara, li, gostei e pensei em reproduzir aqui no PG -- mas sem saber quem é o autor e lhe dar o devido crédito, não gosto de fazer isso. Só em último caso. Resolvi fazer uma pesquisa na web, através do Google, e acabei chegando a um site chamado "Reflexão de Vida", mantido por uma simpática vovó, onde o mesmo texto estava reproduzido e com o nome do autor: Afrânio B. de Souza. Ainda não me dei por satisfeito -- e fui atrás, para pesquisar alguma referência adicional sobre o nome, guglando em uns 10 sites diferentes, e descobri que se trata de um advogado e consultor empresarial, cujo nome completo é Afrânio Barbosa de Souza, residente em São Paulo, que tem vários outros textos interessantes, postados em blogs ou publicados em jornais.

Mantenho o título que estava lá no site e na circular de internet (segue em azul e, dentro do texto, está reproduzida uma redação de uma menina de 14 anos, de Santa Catarina, que estou destacando em vermelho vinho).

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Estou Velho Afrânio Barbosa de Souza

"Estou velho. Não gosto dos sem-terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.

Estou velho. Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.

Estou muito velho. Não quero ouvir mais notícias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e a ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade pelo próprio pai. Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem muito 'levados'...

Meu coração não tem mais força para sentir emoções. Me sinto mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir. Eu não acredito em nada. Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade; por ser amado por minha mulher e filhos. Nada mais me comove...

Estou bem envelhecido. E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville, usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil, me comoveu. Na cidade de Joinville, houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde-amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.

Quem nos devolverá a paz que a grandeza da pátria nos traz?

"Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi o nosso Brasil chorar: "O que houve, meu Brasil brasileiro?" Perguntei-lhe. E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: 'Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados, retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que, às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula'.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro [ do Sul ] que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... "Quem nos devolverá a paz que a grandeza que a Pátria nos traz?"

Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido".

Mesmo que ela seja a última brasileira patriota, valeu a pena viver para ler o texto". De alguém que ama muito o Brasil.

Afrânio Barbosa de Souza Advogado e Consultor Empresarial

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Meu Comentário:

Eu, blogueiro, também assino embaixo.

MR

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O blogueiro em crise faz um desabafo, pede compreensão e posta um show de ilusionismo de Jerome Murat, na Série "Vídeos Interessantes ou Curiosos".

Fiquei cinco dias sem postar nada na semana passada; e, nesta, estou há três. Não é propriamente falta de assunto, mas saturação. Sinceramente, acho que, após três anos de blogagens diárias, estou ficando de saco cheio com os temas que abordo costumeiramente, tais como política nacional, política latino-americana, vez por outra um "causo" acontecido comigo ou com conhecidos em priscas eras, uma nota curiosa extraída do cotidiano ou de algum site. De política nacional, então, estou evitando até ler ou ver notícias que falem desse esgoto em que a Era Lula transformou tal atividade.
Até mesmo as vinhetas e as séries mais ou menos fixas, como a "Clássicos de Todos os Tempos" (quando eu posto um clip de canção clássica de qualquer gênero ou época) e a "Vídeos Curiosos ou Interessantes" (quando exibo arquivos que estão estocados aqui no meu PC), até essas estão ficando sem atualização.
O que fazer? Jogar a toalha e simplesmente fechar este botequim? Ou fazer postagens com periodicidade maior e com temas totalmente diversos? Mas, e os 800 blognautas que se acostumaram a fazer visitas diariamente aqui ao PG, para tomar um cafezinho virtual ou uma cachacinha amiga, também internética? Vão ler o quê?
Sim, está cheio de blogs interessantes por aí, mas não tenho um específico para direcionar essas centenas ou esses milhares de visitantes, não sei ao certo quantos são. E há que se levar em conta que eles são fiéis e devem gostar desse cantinho, pelo que deduzo, senão os números contabilizados nos dois reloginhos aí do lado desabariam. E, por outro lado, são 1.137 dias de convivência aqui no PG -- a gente não pode fechar as portas assim de repente e dizer "ciao, até um dia"...
Enquanto não consigo encontrar uma solução para esse dilema -- bem que vocês podiam me ajudar, né? --, vou postar um vídeo sobre o qual não preciso dar muitas explicações. Trata-se de uma apresentação, numa TV francesa, do mágico/ilusionista Jerome Murat. Ele dá um show espetacular, com a sua atuação, ao longo de 8 minutos e com uma trilha sonora muito bem produzida (no início e ao fim ouve-se a composição "Vita Nostra", do filme "A Missão", obra-prima de Roland Joffé, cuja trilha é de autoria do gênio italiano Ennio Morricone) . Não me perguntem qual é o truque do ilusionista Murat, porque não sei. Só sei que o cara é muito bom!
Abraços a todos e perdoem-me as postagens bissextas, se elas começarem a acontecer. Pelo menos durante algum tempo. M.R. 27/10 - 20:27

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