domingo, 15 de novembro de 2009

A agressão e as violências contra a blogueira Yoani Sánchez, por parte da ditadura comuno-fascista cubana. E os intelectualerdas calados e omissos...

Foto de Enrique de la Osa, da agência Reuters, mostrando a blogueira Yoani Sánchez de muletas e com várias seqüelas das agressões que sofreu no dia 6 de novembro, como relata: "Durante 20 minutos, nos espancaram sem parar".
Os amigos que prestigiam este blog sabem da simpatia que tenho por Cuba e, ao mesmo tempo, do ódio que sinto pelos ditadores assassinos hermanitos Castro -- Fidel e Raúl. Minha repulsa se estende aos intelectualerdas (é isso mesmo que você está pensando -- rs rs rs) que, no Brasil e no resto do mundo, manifestam simpatia pelo regime ditatorial comuno-fascista da bela ilha do Caribe. Aqui, no PG, o tema é recorrente. Minhas mais recentes postagens tinham sido estas:
- no dia 8 de setembro de 2009, Um pedido da Anistia Internacional a mim e a vocês: mandem uma mensagem ao Barack "Bunda-Mole" Obama, para que ele suspenda o embargo econômico a Cuba . [O link é o próprio título do post, em azul, sublinhado]
- no dia 3 de outubro de 2009, A blogueira cubana Yoani Sánchez abre o jogo sobre a realidade do seu país:pobreza, fome, miséria, censura, saúde precária, enfim, uma ditadura odiosa
- e, no dia 5 de outubro de 2009, O fracasso do regime comuno-fascista cubano registrado em fotos. E uma retrospectiva das postagens sobre a ilha,por cujo povo e cultura tenho respeito

Pois bem, na primeira postagem lincada acima, eu dava um outro link sobre sobre um outro post meu, transcrito da revista Veja, sobre a crise do papel higiênico na ilha-presídio caribenha. E, no do dia 5 de outubro, vocês encontram outros três links sobre posts anteriores, em que relatava a precária situação das liberdades democráticas e dos direitos humanos naquele país que antigamente era chamado de "paraíso socialista" (rs rs rs) pelos simpatizantes do castrismo, essa "mierda" de regime que inspirou os neobolivarianos, como o psicopata Chávez.

Mas o mais interessante dos três links acima é o do meio, do dia 3 de outubro, no qual a blogueira Yoani Sánchez, que já foi citada aqui no PG dezenas de vezes, dava uma entrevista à Veja arrasadora sobre as condições de vida em Cuba.

Confesso-lhes que, conhecendo as ditaduras fascistas de esquerda, como as conheço, as quais conseguem ser mais infames e sanguinárias que as da direita dos anos 70 e 80, se é que tal absurdo é possível, fiquei preocupado com a segurança da blogueira Yoani Sánchez. Não cheguei a escrever sobre esta minha preocupação, mas troquei idéias, sobre os riscos que ela estaria correndo a partir de então, com a minha mulher.

Não deu outra. Na semana passada, para ser preciso no dia 6 de novembro, a blogueira e um amigo foram seqüestrados em pleno centro de Havana, empurrados à força para dentro de um carro de fabricação chinesa, e violentamente agredidos. Depois de horas de murros, socos, chutes, sevícias -- abusos inclusive que caracterizariam crimes sexuais num país de instituições democráticas --, além de outros tipos e ameaças e de chantagens, os dois foram abandonados num bairro qualquer da cidade.

A revista Veja que começou a circular ontem traz uma matéria sobre mais essa violação dos direitos humanos na ilha dos hermanitos assassinos, a qual vou transcrever na seqüência, em azul. Nela, vocês encontrarão também, destacado em bold, um texto-depoimento exclusivo para a revista Veja, muito bem escrito, como tudo o que a blogueira faz. E, mais abaixo, reproduzo em vermelho-sangue, uma tradução livre do último post escrito pela blogueira, no qual ela manifesta claramente o receio de que venha a ser assassinada a mando dos canalhas que comandam a ditadura cubana.
O mais impressionante, nisso tudo, é que o mundo está em silêncio, com poucas exceções, sobre estas graves violações e torturas praticadas pelos fascistas de esquerda cubanos. E os intelectualerdas brasileiros assistem a tudo de camarote, talvez até aplaudindo -- como acontece com Chico Buarque de Holanda, Fernando Moraes e Frei Betto, para citar apenas três pilantras ilustres e destituídos de caráter, entre tantos outros que se acumpliciam com as violências pelo silêncio e pela omissão.
Direitos humanos
"Eu achei que não sairia viva"
Quem vê a cubana Yoani Sánchez, blogueira conhecida por driblar a censura, automaticamente se contrai só de pensar no sofrimento a que seu corpo frágil, de apenas 49 quilos, foi submetido enquanto era surrada por três brutamontes dentro de um carro. Na tarde da sexta-feira 6, Yoani estava a caminho de uma quase impossível manifestação de protesto em Havana quando foi atacada por agentes da polícia política. Sofreu ameaças e espancamentos antes de ser jogada na calçada de um bairro longínquo.
Yoani escreve há dois anos sobre as dificuldades de viver na ilha no blog Generación Y (www
.desdecuba.com/generaciony) e é autora do livro "De Cuba, com Carinho" (Contexto). Vive sob vigilância, mas nunca havia sido fisicamente atacada. Aqui, ela descreve o ocorrido com exclusividade para VEJA e, com a habitual coragem, manda um recado ao "general" – Raúl Castro. De muletas, seqüela do espancamento que a imobilizou em casa, pediu a uma amiga que levasse o relato em um pen drive até um ponto de acesso à internet para enviá-lo por e-mail.
"Não era uma sexta-feira qualquer. As comemorações do vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim se aproximavam e um grupo de jovens artistas cubanos planejava uma passeata contra a violência naquele dia. A tarde era cinza em uma cidade onde quase sempre brilha um sol inclemente, que nos faz caminhar colados às paredes para nos beneficiarmos da sombra. Estavam comigo Claudia Cadelo e Orlando Luís Pardo, dois autores de blogs que recebem milhares de visitas a cada semana. Enquanto andávamos, contei a eles sobre uma desconhecida que, dias antes, havia se aproximado e me perguntado: "Você não tem medo?", em referência, claro, ao fato de que digo livremente minhas opiniões em um país onde o governo detém o monopólio da verdade. Meus amigos sorriram quando narrei a eles a resposta que dei à transeunte angustiada: "Meu maior temor é ter de viver com medo". Não imaginava que em poucos minutos eu viveria o terror de um sequestro e enxergaria o rosto da impunidade policial em sua forma mais dura.
Eu caminhava pela Avenida dos Presidentes, em Havana, com a intenção de participar da demonstração pacifista convocada pelos jovens. À altura da Rua 29, a uns 300 metros de onde estavam os manifestantes, um carro da marca Geely, de fabricação chinesa, cor preta e placa amarela, de uso privado, parou diante de nós. Três homens em trajes civis nos mandaram entrar no automóvel. Não se identificaram nem mostraram um mandado de prisão. Eu me recusei a obedecer. Disse que, como não tinham ordem judicial, seria um sequestro.
Depois de uma breve discussão, um deles chamou alguém pelo celular, pedindo orientações. Imediatamente, os três começaram a nos tratar com violência para que entrássemos no carro. Enquanto nos empurravam, os homens do automóvel negro usaram o celular outra vez e uma viatura da polícia se aproximou. Pensei que os policiais nos salvariam. Pedi ajuda a eles, explicando que estávamos sendo atacados por supostos sequestradores. Os homens que estavam à paisana então deram ordens aos policiais para levar Claudia Cadelo e outra amiga que estava conosco. Eles obedeceram e ignoraram o pedido de ajuda que eu e Orlando fazíamos.
As pessoas que observavam a cena foram impedidas de prestar ajuda, com uma frase que resumia todo o pano de fundo ideológico da cena: "Não se metam. Eles são contrarrevolucionários". Fazendo uso de toda a força física e de um evidente conhecimento de artes marciais para nos dominar, obrigaram-nos a entrar no carro. Comigo empregaram especial violência, enfiando-me de cabeça para baixo e me mantendo imobilizada com um joelho sobre o peito.
Dentro do veículo e durante cerca vinte minutos, os sequestradores nos espancararam sem parar. Frases de mau presságio saíam da boca daqueles três profissionais da intimidação: "Yoani, isso é o seu fim", "Você não vai mais fazer palhaçadas", ou "Acabou a brincadeira".
Achei que não sairia viva. Tentei escapar pela porta, mas não havia maçaneta para acionar. A certa altura, o carro parou. Eu já tinha perdido a noção do tempo. Do lado de fora, caía a noite. Finalmente, ambos fomos jogados em plena via pública, longe do lugar onde se realizava a passeata contra a violência.
Por causa dos golpes desferidos por esses profissionais da repressão, estou com a face esquerda inflamada. Tenho contusões na cabeça, nas pernas, nos glúteos e nos braços, além de uma forte dor na coluna, que me obriga a caminhar com muletas. Na noite de 7 de novembro, um sábado, fiz uma consulta médica, mas não quiseram redigir um exame de corpo de delito sobre os maus-tratos físicos. A médica teve de me atender na presença de um funcionário que estava ali apenas para me vigiar. Uma radiografia mostrou que não havia traumas internos, apesar dos sinais exteriores das pancadas. Recebi apenas algumas recomendações para minha recuperação.
Eu já me sinto fisicamente melhor e desde sexta-feira tenho uma ideia constante. As autoridades cubanas acabam de compreender que, para silenciar uma blogueira, não podem usar os mesmos métodos com os quais conseguiram calar tantos jornalistas. Ninguém pode despedir os impertinentes da web nem lhes prometer umas semanas na Praia de Varadero ou presenteá-los com um Lada. Muito menos podem ser cooptados com uma viagem para o Leste Europeu. Para calar um blogueiro, é preciso eliminá-lo ou intimidá-lo. Essa equação já começou a ser entendida pelo estado, pelo partido e pelo general."
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[Post da blogueira Yoani Sánchez, o mais recente postado no seu blog, datado de 12/11. Tradução livre minha, MR]

SERES DAS SOMBRAS

"Depois do que aconteceu na sexta-feira passada, eu decidi expor uma série de fotos de pessoas que me vigiam e me atormentam. Minha relação com o cinema foi sempre a partir das cadeiras, na penumbra de uma sala onde se escutava o som de um projetor. Manteve-se assim até que eu comecei a viver o meu próprio filme, uma espécie de thriller (policial) de perseguidores e perseguidos, no qual cabe a mim fugir e me esconder.

A razão desta mudança repentina de espectadora a protagonista foi este blog, localizado neste amplo espaço, tão pouco abordado no cinema, chamado Internet. Acordei há dois anos querendo escrever o roteiro real dos meus dias e não a comédia cor-de-rosa que os jornais oficiais mostram. Passei então, de assistir aos filmes, a vivenciá-los.

Tenho minhas dúvidas se algum dia verei as cortinas se fecharem e se poderei sair viva do cinema. O filme longo, interminável, que vivemos durante décadas em Cuba não parece perto daquele momento, ao final da projeção, em que aparecem os créditos e a tela se apaga. No entanto, os espectadores já não estão mais tão interessados na fita interminável que lhes mostram os projecionistas autorizados. Em vez disso, eles parecem cativados pela visão das pessoas que escrevem um blog ou preenchem uma página em branco e gravam neles e nelas as interrogações, as frustrações ou as alegrias dos cidadãos.

Acreditando ser tal como um Kubrick ou um Tarantino, eu comecei a deixar registradas as imagens dessas criaturas que nos monitoram e nos intimidam. São os seres das sombras que, como vampiros que se alimentam de nossa felicidade e da nossa alegria de viver, nos inoculam o medo através de golpes, de ameaças, de chantagens. São indivíduos treinados para a coação e a coerção, que não podiam prever que se transformariam de caçadores em caçados, com seus rostos captados pela câmera, por um telefone celular ou ainda pela retina curiosa de um cidadão. Acostumados a coletar provas através desse expediente que todos temos guardados em alguma gaveta, em algum escritório, agora eles ficam surpresos que nós estejamos fazendo o inventário e a documentação dos seus gestos, dos seus olhos, enfim, um registro minucioso de seus abusos".

[No post em referência, cujo link está na aberetura da matéria da Veja transcrição acima em azul, estão algumas das fotos desses seres das sombras, aos quais se refere a blogueira]

2 comentários:

Mr. Almost disse...

Dom Marcos,

Eu também sou contra qualquer tipo de violência contra o belo sexo, seja pelas suas convicções políticas, seja pelas suas mini-saias cor de rosa.

Por isso, voto negativo para os cubanos de Cuba e para os cubanos da UNIBAN.

Cubanos:

Não se deve tratar mal as gurias, ouviram?... Façam como eu, sejam bonzinhos. Exemplo disso, vou agora ali abaixo sacudir a areia que uma guria tem na... you know... tem naquilo.

Rsss...

Marcos Rocha disse...

Grande Mr.Almost:

Você é um grande gozador. Cuidado na hora de tirar a areia. Pode engasgar... (rs rs rs).

Abração.

MR
15/11 - 18:42